Miniusina de óleos vegetais: mais geração de renda aos comunitários da RDS do Uatumã

Miniusina de óleos vegetais: mais geração de renda aos comunitários da RDS do Uatumã

Estrutura foi construída por meio do projeto Cidades Florestais, com recursos do Fundo Amazônia/BNDES

 

Por Henrique Saunier
Fotos: Rodrigo Duarte

 

Executado pelo Idesam, o projeto Cidades Florestais inaugurou na última quinta-feira (23/jan) uma miniusina de beneficiamento de óleos vegetais amazônicos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, município de São Sebastião do Uatumã. Com investimento de R$ 400 mil, a miniusina é a primeira de duas novas estruturas construídas pelo projeto, que também já promoveu melhorias em outras três usinas já existentes nos municípios de Carauari, Silves e Lábrea.

O evento contou com a participação de representantes do Fundo Amazônia, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Governo do Estado. A estrutura vai beneficiar diretamente mais de 300 famílias, diversificando a fonte de geração de renda e fortalecendo o empreendedorismo social na região. 

O foco da produção da usina é atender principalmente o mercado de insumos para o setor de cosméticos, ao beneficiar óleos de buriti, breu, priprioca, andiroba e copaíba, além de manteigas de cupuaçu e tucumã.

Para Elisângela Cavalcante, agricultora e produtora extrativista da RDS do Uatumã que há muitos anos trabalha com o plantio e coleta de tucumã (entre outras espécies), a estrutura recém-inaugurada traz um novo olhar para o fruto. “A gente não aproveitava o caroço, a amêndoa do tucumã, então a miniusina é uma esperança para esse reaproveitamento para uma geração de renda para a nossa família e toda a comunidade também”, ressalta Cavalcante.

A indústria tem uma capacidade produtiva mensal de 3 toneladas  de óleos fixos, além de 90 litros de óleos essenciais. Caso atinja sua capacidade total de produção, a miniusina pode gerar uma receita média de R$ 850 mil aos comunitários da RDS. 

“A miniusina do Uatumã vai gerar produtos com maior valor agregado aos comunitários da RDS. Isso vai fazer com que os associados da RDS que forem trabalhar na usina tenham um ganho de renda maior, para moradores e para a Associação de Produtores que vai fazer seu gerenciamento”, ressaltou André Vianna, coordenador do projeto Cidades Florestais. 

Cidades Florestais

Iniciado em 2018, o projeto Cidades Florestais tem como propósito promover a economia florestal de municípios do interior do Amazonas. Esta promoção se dá por meio do fomento a cadeias produtivas florestais madeireiras e de óleos vegetais, com organizações de produtores nos municípios: Apuí, Carauari, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves, Lábrea.

“A Bioeconomia no interior da Amazônia deve ser vista pelo potencial do uso múltiplo da floresta, e o Cidades Florestais estrutura associações para produção diversificada de madeira, óleos, essências e manteigas vegetais amazônicos”, destaca Carlos Gabriel Koury, Diretor Técnico do Idesam.

Nos primeiros anos de atividades, o projeto conseguiu viabilizar a comercialização de mais de 8 toneladas óleos vegetais por comunidades extrativistas, com um faturamento superior a R$ 400 mil, beneficiando mais de 90 produtores. Um potencial de mais de 300 árvores para uso não madeireiro já foi mapeado. Para uso madeireiro, um total de 5,2 mil hectares em áreas produtivas foi licenciado para manejo florestal comunitário, com apoio do projeto apenas na RDS do Uatumã. Ao todo mais de dez mil árvores já estão registradas no aplicativo.

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